sexta-feira, 31 de outubro de 2014

DILMA "NUNCA FRAQUEJOU" NA CAMPANHA DIZ MONTENEGRO PRESIDENTE DO IBOPE


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Presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro avalia que a presidente Dilma Rousseff "saiu da eleição mais forte do que o PT”; para ele, a vitória da petista foi baseada nos programas sociais do governo Lula e naqueles que ela própria criou ao longo do seu primeiro mandato; o executivo aponta que do ponto de vista prático, é preciso considerar que um governo com 44% de avaliação de ótimo e bom e, em geral, mais de 56% de aprovação, é muito difícil de ser batido; “Em momento algum, mesmo diante de uma campanha muito dura, Dilma fraquejou”, ressaltou 
247 - Presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro avalia que a presidente Dilma Rousseff "saiu da eleição mais forte do que o PT”. Para ele, a vitória da petista foi baseada nos programas sociais do governo Lula e naqueles que ela própria criou ao longo do seu primeiro mandato. O executivo acredita que a oposição não soube dialogar com o eleitorado.
“A oposição apostou mais no sentimento antipetista que existe numa parte da população e caiu em contradição. Ora condenava os governos do PT, ora afirmava que não desmancharia o que os petistas fizeram”, disse.
O presidente do Ibope denuncia outro erro da oposição, precipitado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao falar dos “pobres desinformados”. “Hoje, graças aos governos do PT, a classe mais pobre é muito bem informada. Tem noção muito maior do que tinha há dez anos. Há um entendimento geral de que Lula e Dilma melhoraram a vida dos menos favorecidos”, ressalta.
Para ele, de um ponto de vista prático, é preciso considerar que um governo com 44% de avaliação de ótimo e bom e, em geral, mais de 56% de aprovação, é muito difícil de ser batido. Além disso, a candidata à reeleição acabou por revelar estatura de grande líder. “Em momento algum – sublinha Montenegro –, mesmo diante de uma campanha muito dura, ela fraquejou”.
Ao explicar a vitória de Dilma, Montenegro faz uma comparação entre os discursos da oposição e os dos governistas. “Acredito que um ponto de referência dos eleitores foi a saída de Guido Mantega do governo e a escolha de Arminio Fraga, por Aécio, como futuro ministro da Fazenda", diz. Erro dos tucanos, segundo Montenegro.
http://www.brasil247.com/pt/247/poder/159077/Montegro-do-Ibope-diz-que-Dilma-nunca-fraquejou-na-campanha.htm

O que Dilma Rousseff do Brasil pode ensinar a Hillary Clinton

Heather Arnett: Dilma venceu por colocar interesses das mulheres e crianças adiante dos de investidores e do mercado

publicado em 31 de outubro de 2014 às 20:37
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29.10.2014

Heather Arnett*, no Daily Beast, sugerido por Conceição Oliveira

No domingo, Dilma Rousseff foi reeleita para continuar como presidente do quinto maior país do mundo. Enquanto a primeira mulher presidente do Brasil lutava pela reeleição, uma coisa estava clara: a economia seria o foco da disputa.

No momento em que os norte-americanos se preparam para eleições intermediárias e um novo ciclo presidencial, seria inteligente olhar para o Brasil e perceber como as divisões econômicas e de gênero tiveram impacto nas eleições.

[O ex-presidente dos Estados Unidos] Ronald Reagan cunhou a famosa frase: “Você está melhor agora do que quatro anos atrás?”

Para milhões de brasileiros, a resposta é um claro sim. Mas, a partir da cobertura da corrida presidencial do Brasil na mídia dos Estados Unidos e da Europa, você poderia ter a impressão de que o Brasil estava à beira de um colapso econômico.

Como pode uma economia que tirou 40 milhões de pessoas da pobreza e as colocou na classe média, com dados historicamente baixos de desemprego, ser considerada sob risco?

Depende de quais interesses econômicos definem sua perspectiva.

No ano passado, enquanto eu filmava o documentário “Senhora presidente: Por que não os Estados Unidos?”, entrevistei Lilian, mãe solteira que vive numa favela do Rio de Janeiro.

Por causa do programa de subsídios para pessoas de baixa renda (Bolsa Família), Lilian tinha uma renda estável. Pela primeira vez as crianças dela estavam recebendo atendimento médico e iam regularmente à escola. Lilian e uma amiga abriram um pequeno comércio e o rosto dela se iluminou de orgulho quando me falou da filha que havia ingressado na faculdade para formar-se em psicologia. Lilian disse que tudo isso era praticamente impossivel mesmo de sonhar uma década atrás.

Enquanto outras nações entraram em recessão e declararam rígidas medidas de austeridade, cortando serviços sociais, educação, saúde e empregos públicos, o Brasil investiu nisso tudo.

Além de expandir o Bolsa Família, Rousseff também liderou as tentativas bem sucedidas de aprovar legislação fixando que parte da renda do país com as reservas de petróleo será reinvestida na expansão da educação e saúde para os pobres.

Mas investir nas pessoas do Brasil significou menos lucro para os investidores internacionais. O um por cento do Brasil e o um por cento que internacionalmente estava lucrando com papéis brasileiros continuaram lucrando, porque a economia brasileira estava crescendo.

Mas, com a queda do crescimento, não consideravam o lucro suficiente, enquanto o Brasil investia no bem estar de seu próprio povo. E assim as elites decidiram que era hora de mudar.

Foi impressionante ver como praticamente quase toda a cobertura das eleições presidenciais no Brasil focou em como os “mercados” e os “investidores” apoiavam fortemente o competidor de Rousseff, o conservador — do ponto de vista fiscal — Aécio Neves. Foi impressionante ver como a confiança dos investidores diminuia cada vez que os números de Rousseff nas pesquisas subiam.

Os mesmos artigos citavam, no sexto ou sétimo parágrafo, que se era verdade que dezenas de milhões de famílias tinham saído da pobreza por causa da política econômica de Rousseff e de seu partido, o baixo crescimento e a inflação eram problemas. O que os artigos não mencionavam é que apenas os extremamente ricos não estavam sendo beneficiados pelas políticas do governo.

E, assim, como é que Rousseff ainda conseguiu vencer, quando tanto a cobertura da mídia quanto os investidores estavam fortemente contra ela?

Porque, no Brasil, o voto é obrigatório. Quando os pobres tem acesso igual às cabines de votação, tem a oportunidade de apoiar seus próprios interesses econômicos. E no Brasil, como na maioria dos paises, as mulheres são maioria entre os eleitores.

A mídia dos Estados Unidos e da Europa tentaram posicionar Marina Silva (que era a principal competidora de Dilma no primeiro turno) como candidata “da mudança”. Mas Marina caiu nas pesquisas quando ficou claro que, como evangélica, ameaçava os direitos dos gays, o planejamento familiar e o acesso a métodos contraceptivos que o partido de Dilma expandiu.

No Brasil estas não são consideradas questões “sociais”. O povo brasileiro as reconhece como questões econômicas centrais. O maior acesso a métodos contraceptivos fortaleceu a segurança econômica de comunidades. O acesso à saúde reprodutiva melhorou a saúde de mães e filhos. Mais direitos para a comunidade LGBTQ resultaram em maior segurança física e econômica para estas famílias. Os milhões de pessoas que se beneficiaram destas políticas não estavam apoiando um candidato “da mudança” para perder esses direitos.

As questões de gênero receberam pequena cobertura no Brasil, uma vez que as duas principais candidatas eram mulheres. Mas com Marina fora da disputa a questão voltou a ter importância.

Na verdade, muito da retórica em torno de Aécio Neves o definia como um patriarca que poderia controlar a economia brasileira e redirecioná-la do estado de bem estar de Rousseff.

Durante debate presidencial, Neves chegou ao ponto de se referir a Rousseff como “leviana”. A reação das eleitoras foi sentida imediatamente. Acusaram Neves de usar linguagem sexista para atacar uma mulher que foi guerrilheira marxista, presa e torturada por seu compromisso com a democracia, uma economista que serviu como ministra antes de ser a primeira presidente do Brasil.

Ficou parecendo que os brasileiros aceitam a maior parte da lama que candidatos atiram uns nos outros durante os debates, mas não o chauvinismo.

Quando estamos a caminho de 2016 e Hillary Clinton, Elizabeth Warren e outras mulheres consideram disputar o direito de se tornar a primeira presidente dos Estados Unidos, elas deveriam ficar de olho no livrinho de táticas de Rousseff.

Warren já está liderando a campanha contra a desigualdade. As duras críticas dela contra os bancos e o mercado, que apoiam interesses dos muitos ricos às custas dos mais vulneráveis, tem recebido aplausos em pé onde quer que ela vá.

Se Hillary Clinton vai tentar de novo a presidência, precisa desenvolver uma agenda econômica que incorpore estes temas com um detalhado plano de ação.

Da mesma forma que Warren tem sido a campeã da classe média, Clinton tem sido uma consistente defensora da segurança econômica e física das mulheres. O discurso dela em Beijing, em 1995, quando declarou que “os direitos das mulheres são direitos humanos” se tornou o mantra do Departamento de Estado enquanto ela foi secretária.

Pela primeira vez, o Departamento criou um escritório focado exclusivamente nos direitos internacionais das mulheres. Agora é comum se dizer que, quando secretária de Estado, Clinton visitou mais países e encontrou mais chefes de Estado que qualquer antecessor. Mas menos conhecido é o fato de que Clinton, em cada um destes países, exigiu se encontrar com líderes de movimentos feministas e tornou a segurança econômica e física das mulheres um tema de sua agenda diplomática.

As mulheres — candidatas, colunistas, doadoras de campanha, eleitoras — terão um tremendo impacto nas próximas eleições dos Estados Unidos. Se este país está às vésperas de eleger sua primeira presidenta, os interesses econômicos das mulheres e de suas famílias deveriam ficar no centro do palco.

Dilma Rousseff não foi eleita e reeleita por ser mulher. Mas, para vencer, precisou de forte apoio das mulheres. Para garantir seus votos, defendeu uma política econômica que promoveu e protegeu a segurança econômica das mulheres e de seus filhos, não dos investidores e dos mercados.

As mulheres são maioria entre os eleitores dos Estados Unidos. Agora é hora de colocar seus interesses em primeiro plano, pelo bem da Nação.

*Heather Arnet is the CEO of the Women & Girls Foundation, Board Chair of the Ms. Foundation for Women, and Writer/Director of the documentary, “Madame Presidenta: Why Not U.S.?”

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/heather-arnett-dilma-venceu-por-colocar-interesses-das-mulheres-e-criancas-adiante-dos-de-investidores-e-mercado.html

E agora, Sheherazade?


E agora, Sheherazade?

Homens que amarraram jovem a um poste e o lincharam no começo do ano são detidos por tráfico. À época da tortura, apresentadora do SBT defendeu agressores, que seriam, segundo ela, “gente de bem” agindo em “legítima defesa”
Por Redação
Na manhã da última quinta-feira (30), dez pessoas foram presas por tráfico de drogas no Rio de Janeiro. Entre os detidos, segundo a polícia, estavam os homens que amarraram um adolescente em um poste, no Aterro do Flamengo, no último dia 31 de janeiro.
O adolescente de 15 anos, que havia praticado um assalto, foi torturado pelos homens e outras pessoas que passavam no local. A imagem circulou todo o país e virou motivo de um comentário infeliz da jornalista Rachel Sheherazade, que lhe rendeu, inclusive, um afastamento da bancada do Jornal do SBT.
À época, Sheherazade afirmava, justificando o linchamento, que a “ficha do sujeito está mais suja que pau de galinheiro” e que era “compreensível a ação”. Ainda em sua análise, a jornalista pergunta: “O que resta a um cidadão de bem?”, a resposta vem em seguida, por ela mesma: “Se defender, é claro. O contra-ataque é o que eu chamo de legítima defesa”.
Na operação policial foi apreendida uma balança de precisão, maconha, haxixe, LSD, cocaína e skunk. Na casa de um dos suspeitos, policiais encontraram uma pistola e R$ 27 mil.
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/e-agora-sheherazade/

ENCOMENDA PRA SHEHERAZADE

Lelê  Teles
LELÊ TELES
Nada como um dia atrás do outro. A polícia do Rio acaba de mandar para o xilindró um grupo de jovens de classe média. Homens de bens. Entre eles, o que dirá Silvio Santos?, estão os amiguinhos de Sheherazade, os tais justiceiros
Rachel Sheherazade, quem não o sabe, é aquela mocinha que aparece sempre na bancada do jornal SBT Brasil como alguém que acabou de receber uma dose cavalar de injeção para cavalo: cara séria - como quem tá com prisão de ventre -, postura prepotente e discurso arrogante, raivoso e reacionário.
Rachel é nordestina. Por isso, tinha tudo pra ser desprezada por uma considerável parcela do eleitorado de Aécio Capriles (aquele que quer a recontagem dos votos).
Mas Sheherazade incorporou o discurso do opressor e foi assimilada, convertendo-se imediatamente como uma espécie de musa do coxismo.
O episódio mais marcante da bazófia que ela incorpora: sua posição diante do lamentável fato ocorrido no Rio de Janeiro em fevereiro deste ano, quando um grupo de jovens brancos espancaram, amarraram nu em um poste e cortaram um pedaço da orelha de um jovem morador de rua.
A musa viu aí uma elegante, civilizada e legítima forma de se fazer justiça com as próprias mãos e disse depois, em um artigo de autodefesa na Folha, que compreendia a "atitude desesperada dos justiceiros".
Rachel interpretou a barbárie ocorrida no Aterro do Flamengo "como jovens acuados pela violência que tomam para si o papel da polícia e o dever da Justiça".
E mais, da bancada do telejornal, em defesa da Zona Sul, Shehera vociferou contra os que se compadeceram com a violência e a covardia do grupelho: "tá com pena [do jovem negro] leva pra casa."
Coxíssima, ela se apressou em chamar o negro (vítima da tortura) de delinquente e defendeu os homens de bem, os jovens brancos de classe média, os tais justiceiros. Pois bem.
Nada como um dia atrás do outro.
A polícia do Rio acaba de mandar para o xilindró um grupo de jovens de classe média. Homens de bens.
Entre eles, o que dirá Silvio Santos?, estão os amiguinhos de Sheherazade, os tais justiceiros. O delegado afirma que os facínoras cometeram crimes como associação com o tráfico de drogas, estupro, tentativa de homicídio, roubo e furto de carros. A quadrilha andava armada e barbarizava o bairro.
A humilhação do jovem negro era só mais um dos crimes cometidos pela malta. Porém, ao saber que era preto o agredido e brancos seus agressores, a jornalista e seus seguidores chegaram à imediata conclusão de que o preto era o bandido.
Rachel deixou claro quem ela levaria pra casa. Taí a encomenda.
Palavra da salvação.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/159054/Encomenda-pra-Sheherazade.htm

Conheça o padre Paulo Ricardo, o Silas Malafaia da Igreja Católica

Postado em 31 out 2014

O padre Paulo Ricardo é a resposta da Igreja Católica ao pastor Silas Malafaia.
Calvo, sempre de batina, menos histérico e mais culto que Malafaia — o que não quer dizer muita coisa, convenhamos –, PR daria orgulho à TFP pelo reacionarismo e pela pregação paranoica anticomunista e antipetista a que submete seu rebanho.
PR é da Arquidiocese de Cuiabá, onde trabalha (“trabalha”) como vigário judicial. No caprichado site oficial com seu nome, lê-se que nasceu em Recife em novembro de 1967. Aos 11, mudou-se para o Mato Grosso.
Foi ordenado sacerdote em 1992 pelo papa João Paulo II. Lecionou em lugares como as Faculdades de Filosofia e de Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco e o Instituto Regional de Teologia. Escreveu alguns livros e apresenta um programa na Rede Canção Nova de Televisão.
Virou mesmo uma subcelebridade na internet. Vídeos com sermões detonando qualquer coisa de esquerda têm uma ótima audiência. Um deles, 500 mil visualizações. Outro, mais de 100 mil. São dezenas. São filmados em sua igreja. (Quem paga esse vídeos? Quem paga o site?)
Paulo Ricardo de Azevedo Júnior ministra cursos e palestras em todo o Brasil. Alguns tratam de questões religiosas. “Demonologia”, “Tríduo Pascal”, “Introdução ao Direito Canônico” e por aí afora.
Mas ele gosta mesmo é de falar de “marxismo cultural”. Padre PR tem uma obsessão olaviana com isso. “Somos um país com cada vez mais ignorantes, graças à esquerda e ao marxismo cultural. Gramsci, se vivo, estaria completamente realizado”, diz.
“As nossas universidades todas estão infiltradas de gramscismo. Para ensinar português, o que você faz? Não ensina mais gramática. Você vai e dá um texto para o aluno de um tema social. Os nossos alunos chegam à universidade analfabetos porque, ao invés de aprender português, aprendem marxismo”.
Suas ovelhas ouvem uma cantilena distópica conservadora de cortar os pulsos. Após a reeleição de Dilma, ele produziu um desabafo dividido em alguns pontos:
  1. O PT não é um partido comum! Ele não pode ser subestimado.
  2. Precisamos conhecer o nosso adversário para não cairmos em suas manobras e alertarmos os nossos!
  3. ATENÇÃO: O PT quer que católicos, cristãos e pessoas de bem espalhem o discurso do ódio.
  4. O PT quer justificativas para rotularem católicos, cristãos, famílias conservadoras de nazistas, preconceituosas, racistas etc! Não caia nessa.
  5. O PT deseja implantar gradualmente o mesmo sistema de Cuba com particularidades para o Brasil. O PT trabalha para o fim da democracia.
  6. No 13º Congresso do PCdoB Dilma declara irmandade com este partido que radicalmente já rompeu com a União Soviética e China por os considerarem comunistas “light”!
  7. ATENÇÃO: Esse regime socialista se dará como uma farsa de democracia! Será uma democracia falsa em que não haverá liberdade intelectual, religiosa, econômica etc! Tudo será mascarado!

O papa é absolutamente ausente da vida do padre. A agenda de Francisco pelos pobres e seu combate à desigualdade são solenemente ignorados. A luta do padre Paulo Ricardo é para ficar famoso na web destruindo o demônio vermelho e denunciando o que chama de “imbecilização” do Brasil.
No mundo em que ele vive, aproximadamente no século XIII, já teria excomungado e queimado na fogueira Bergoglio, aquele velhote comunista argentino safado. PR é um lembre importante de que os nossos evangélicos de estimação não detêm o monopólio do arquiconservadorismo do Senhor.
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Sobre o Autor
Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/conheca-o-padre-paulo-ricardo-o-silas-malafaia-da-igreja-catolica/

RJ: Jovem é estuprada após discussão política


RJ: Jovem é estuprada após discussão política
Agressores se diziam eleitores de Aécio Neves (PSDB); eles teriam afirmado que “mulheres são incapazes de entender política” e que o Brasil “está uma merda” porque a presidente é mulher
Por Redação
Uma adolescente de 17 anos denunciou à polícia ter sido estuprada por três homens após se envolver em uma discussão sobre política na madrugada de sábado (25). O caso aconteceu na Rua São Clemente, em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, e está sendo investigado pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Em sua página no Facebook, a vítima contou detalhes do abuso e diz ter conhecido, no Instituto Médico Legal, duas mulheres agredidas pelos mesmos homens algumas horas antes. O relato, até agora, já tem quase 2 mil compartilhamentos. “Uma dessas mulheres teve seu colo e uma parte de sua coxa chutada, por um dos caras, só por estar com um adesivo da Dilma, por ser negra e nordestina”, escreveu.
Conforme informou à delegada, a adolescente foi defender uma outra mulher que estava sendo insultada por esses homens, que se diziam eleitores do PSDB. Pouco tempo depois de sair do local, ela foi seguida e violentada por eles em um beco. “Fui arrastada prum beco, no qual me empurraram contra a parede e dissertaram frases sem sentido como ‘vocês mulheres são geneticamente incapazes de entender politica e por isso o Brasil está uma merda. Porque a presidente é mulher’, escreveu. “Após isso me violentaram de vez, se é que me entendem, chegaram a picotar minha blusa”, completou.
A partir da próxima segunda-feira (3), a jovem deve ser chamada para depor novamente. Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança da localidade foram solicitadas e estão sendo aguardadas para análise.
Foto de capa: Reprodução/Facebook
http://www.revistaforum.com.br/blog/2014/10/jovem-e-estuprada-rio-apos-discussao-politica/

Fatos: reportagem forjada e pesquisa manipulada. Factóide: recontagem de votos


Para tucanos, interessa mudar a pauta para que esses fatos caiam no esquecimento. Nesse contexto, um factóide vem a calhar: pedir uma auditoria ou recontagem dos votos, para tumultuar e funcionar como cortina de fumaça
por Helena Sthephanowitz publicado 31/10/2014 16:05, última modificação 31/10/2014 16:11
JOSÉ CRUZ/ABR
urna
PT prepara representação ao Ministério Público Eleitoral contra institutos Veritá e Sensus por pesquisas questionáveis
Há pelo menos dois fatos gravíssimos, com indícios de crimes, na última eleição que não podem ser varridos para debaixo do tapete, senão a legislação eleitoral, que busca equilíbrio no pleito, vira letra morta para as próximas eleições.
O primeiro fato é um criminoso confesso, em processo de delação premiada, fazer ou não (ainda não se sabe ao certo) divagações abstratas sobre a presidenta da República, e candidata a reeleição, ter conhecimento prévio de atividades criminosas praticadas por ele. Ato contínuo, tais divagações alimentaram uma pseudorreportagem de capa sensacionalista, panfletária e escandalosa da revista de maior circulação nacional induzindo o leitor a pensar que aquilo seria a comprovação de que a candidata não teria credenciais nem para merecer o voto, nem para cumprir o mandato se eleita fosse.
Como se não bastasse, a pseudorreportagem foi usada no horário eleitoral gratuito do candidato tucano, o maior interessado. A própria candidata Dilma Rousseff foi obrigada a usar seu horário eleitoral para fazer um pronunciamento duro repugnando o que ela chamou de terrorismo eleitoral e intento criminoso, além de declarar que iria tomar as medidas cabíveis na Justiça, diante da calúnia e difamação contra ela.
Seguiram-se batalhas judiciais para evitar que a pseudorreportagem fosse usada como campanha eleitoral negativa e paralela, infringindo as normas eleitorais. Além disso, um direto de resposta foi pedido reconhecido como justo e necessário tanto pelo Ministério Público Eleitoral como pelo Tribunal Superior Eleitoral, coisa que a revista só cumpriu na forma que mandava a sentença às 16h30 da tarde do dia das eleições, horário já próximo do fechamento das urnas.
A pseudorreportagem pautou a campanha e o noticiário nos dois últimos dias anteriores e no próprio dia da eleição, funcionando como boca de urna negativa contra a candidata Dilma Rousseff. Como se não bastasse, no dia da eleição, um boato falso foi espalhado nas redes sociais de que o doleiro delator teria morrido envenenado como "queima de arquivo".
Estes fatos estão registrados. São notórios e incontestáveis. O que não se sabe ainda é o que se passou nos bastidores e as tramas que levaram ao desdobramento que teve. Então não vamos fazer ilações sobre o que não se sabe, mas é inaceitável que não se investigue até o fim para sabermos.
Se este episódio for varrido para debaixo do tapete se criará um precedente muito perigoso, onde qualquer bandido pode vir a eleger presidente da República da sétima economia do mundo através de escândalos forjados. Note bem que qualquer candidato, de qualquer partido, pode vir a ser vítima no futuro deste tipo de golpe eleitoral.
Bandidos envolvidos em escândalos podem ser cooptados por corruptores inescrupulosos a serviço de megacorporações internacionais, seja do setor bancário, seja do petróleo, seja da indústria bélica, seja outras áreas interessadas em obter vantagens indevidas das riquezas nacionais, através da eleição de um candidato dócil ou afinado com seus interesses econômicos. Com seus tentáculos financeiros podem perfeitamente plantar divagações em depoimento de um bandido, em seguida oferecer "fontes" para plantar pseudo-reportagem em revistas, inclusive patrocinadas com anúncios pelos setores econômicos interessados, que serão repercutidas nas TVs e na campanha do candidato interessado, podendo levar a vontade popular a ser manipulada por informações falsas que causem um clima de catarse contra um candidato que contrarie interesses poderosos em defesa do interesse popular.
Outro fato diz respeito à manipulação de pesquisas. Um dos donos do Instituto Veritá denunciou pressões vindas do marketing da campanha de Aécio Neves, para divulgar pesquisa que não expressava a realidade. Pesquisas dos institutos Veritá e Sensus, com números muito diferentes das demais, foram usadas na propaganda eleitoral do candidato tucano. O PT prepara representação ao Ministério Público Eleitoral contra os dois institutos, pois ministros do TSE relatam que as pesquisas de ambos foram feitas sem observar o padrão estatístico do IBGE.
Conforme o grau de participação da campanha tucana nestes fatos, as consequências podem ser bastante graves tanto na esfera judicial como na própria opinião pública. O cidadão não gosta de ser enganado por trapaças eleitorais.
Logo, para os tucanos, interessa de forma urgente mudar a pauta, para que esses fatos caiam no esquecimento o mais rápido possível. E, nesse contexto, um factóide vem a calhar: pedir uma auditoria ou recontagem dos votos, para tumultuar e funcionar como cortina de fumaça.
http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2014/10/fatos-reportagem-forjada-e-pesquisa-manipulada-para-influir-na-eleicao-factoide-recontagem-de-votos-9438.html

Racionamento, já!


Há duas alternativas para a falta de água em  São Paulo: racionamento controlado ou racionamento selvagem.
São Paulo está caminhando para a segunda opção - o racionamento selvagem - com consequências imprevisíveis. Corre-se o risco, inimaginável em outros tempos, de uma das maiores metrópoles do mundo exposta a surtos de epidemia, a transtornos sociais, à violência generalizada provocada pelo desespero da falta dágua.
Tem-se no governo do estado um governador irresponsável paralisado pela própria mediocridade, que chegou ao cúmulo de comemorar o uso do volume morto de uma represa, como se fosse um feito técnico. 
Alckmin só se guia pelas manchetes. Sua única preocupação é encontrar a desculpa adequada, dividir responsabilidades, terceirizar a culpa. Depois de dois anos dormindo para o tema, os jornais limitam-se a narrar os problemas de abastecimento sem ousar chegar ao ponto central: a necessidade urgente de implantar o racionamento.
Inibido pela falta de repercussão do tema, o Ministério Público Estadual demorou a agir. Quando agiu, alguns procuradores tentando segurar o aumento de captação do Sistema Alto Tietê, para impedir o futuro racionamento selvagem, foram impedidos por um juiz desinformado, que alegou que "não vê como os atos impugnados (a autorização do DAEE para aumentar a vazão) que têm em mira a garantia de fornecimento de água à população, possam ser classificados como inadequados ao interesse público".
Cáspite! Esse nível de ignorância - em um magistrado  - foi plantado pela insuficiência de informações fornecidas pela mídia, sonegadas à população em nome de um projeto político que cegou a todos. Só irá entender quando houver só lama para ser retirada.
A ANA (Agência Nacional de Águas) condenou a estratégia paulista. Bastou acusá-la de aparelhamento para que os alertas fossem ignorados. Em plena CPI da Câmara, a presidente da Sabesp informou que a empresa foi proibida, por ordem superior, de ampliar a campanha de esclarecimentos da população. A reação do Palácio Bandeirantes - aceita acriticamente pelos jornais - foi de que ela seria afastada no final do mundo por ter perdido a liderança dos seus. Vaza para as redes sociais uma gravação de conversa da Sabesp apontando os riscos enormes da estratégia de Alckmin. Basta dizer que a fala foi montada para varrer o alerta para baixo do tapete.
Nesse momento, os procuradores que ousaram interferir na marcha da insensatez devem estar sendo pressionados pelos seus colegas, tratados como impetuosos querendo aparecer.
E não há uma liderança de peso no Estado capaz de fazer o contraponto e interromper essa loucura.
Nessas horas, não existe Procurador Geral do Estado, presidente do Tribunal de Justiça, Ordem dos Advogados. E não existe por receio de serem atacados pela imprensa, se ousarem apontar o desastre que vêm pela frente.
O governador Geraldo Alckmin está incorrendo em um crime de responsabilidade. E age sem medo por ter a certeza de que todos os poderes do Estado o acobertarão.
São Paulo chegou ao nível mais baixo de enfraquecimento das instituições públicas e das vozes da sociedade civil em toda sua história.
O sertão é aqui.
http://www.jornalggn.com.br/noticia/racionamento-ja

Plantão extraordinário informa:

Juca Kfouri
HUMOR!!!!
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DA NE TV
Os institutos NonSensus e o Mentirás estão realizando pesquisa eleitoral sobre o resultado da recontagem de votos pedida pelo PSDB ao TSE.
Primeiras prévias dão boa dianteira para Aécio.
Aguarda-se para hoje ou amanhã edição extra da revista Zóia.
Matéria especial com pesquisadores e analistas demonstra que, considerando-se a margem de erro de 2 pontos percentuais, o resultado da eleição (51,6% x 48,3%) configura empate técnico, podendo, num dos cenários, Aécio ter ficado à frente de Dilma.
A campanha na fase da recontagem agita a avenida Faria Lima, na capital paulista.
Analistas financeiros montaram enorme painel eletrônico com programa Excel fazendo projeções estatísticas on line: segundo essas projeções, Aécio já tem duas voltas de vantagem sobre Dilma.
Teve início há pouco evento que reúne em Higienópolis, em São Paulo, colunistas políticos, militares reformados, membros da TFP e senhoras paulistanas.
Todos rezam de mãos dadas diante de um enorme retrato de FHC, que, modestamente, preferiu não comparecer e acompanhar a recontagem num estúdio de TV montado na rampa do Palácio do Planalto.
Em tempo: Lionel Messi acaba de assinar contrato por dois anos.
No primeiro ano defenderá o Corinthians e, no outro, o Flamengo.
Voltaremos a qualquer momento.
É com você, Homer.
http://blogdojuca.uol.com.br/2014/10/plantao-extraordinario-informa/

A contribuição de Fernando Pimentel para Dilma Rousseff


Jornal GGN – Durante o segundo turno da corrida presidencial, o PSDB tinha esperança de conseguir uma vantagem de 4 milhões de votos em Minas Gerais e assim compensar a vantagem de Dilma Rousseff no norte e nordeste. Não foi o que aconteceu. Os tucanos foram derrotados no estado, por 500 mil votos. O sucesso da campanha petista deve muito à atuação de Fernando Pimentel. Eleito com vantagem de 1 milhão de votos, o governador percorreu o Estado na primeira semana do segundo turno em campanha pró-Dilma.
Do Valor Econômico
Por Maria Cristina Fernandes
Estado mais rico já conquistado pelo PT, com o maior número de prefeituras do país, Minas Gerais deu à presidente Dilma Rousseff uma vitória decisiva. Era lá que o PSDB esperava obter uma vantagem de 4 milhões de votos para compensar a parte de cima do mapa. Perdeu por meio milhão. O Estado elegeu ainda dez deputados federais do PT, bancada igual a de São Paulo, que até então ocupava a liderança inconteste na representação parlamentar do partido.
A mineirização do PT foi liderada por um colega de colégio e guerrilha de Dilma, e considerado por muitos, no partido, como o mais tucano dos petistas.
Em 2008 alinhavou com Aécio Neves a mais importante aliança já havida entre PT com o PSDB, que serviu a ambos para manter no fim da fila correligionários afoitos em assumir protagonismo.
Este ano o ex-prefeito de Belo Horizonte e ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Fernando Pimentel estabeleceu outro paradigma ao se tornar o primeiro petista a derrotar um tucano pelas propriedades que não tem.
No Estado de origem de Aécio, a acusação mais pessoal da campanha de Pimentel foi a declaração patrimonial de Pimenta da Veiga que, junto à Justiça Eleitoral, não declarou um único bem em Minas.
Fez campanha em cima dos feitos e desfeitos de gestões petistas e tucanas. Foi lá que a campanha presidencial colheu o 'quem conhece não vota'. Se Dilma levou um 'leviana' de Aécio, Pimentel recebeu um 'mentiroso' de Pimenta, rebatido com um 'é lamentável' e uma ação na justiça.
Na eleição presidencial de 2006 o PSDB conseguiu, em Minas, mais votos no primeiro do que no segundo turno. Naquele ano Aécio foi reeleito governador de Minas no primeiro turno. Ultrapassou em quatro milhões a votação que Geraldo Alckmin alcançaria no Estado no segundo turno.
Pimentel inverteu a ordem. Eleito com uma folga de mais de um milhão de votos, voltou a percorrer os municípios na primeira semana do segundo turno quando Aécio, que tinha ficado atrás de Dilma por 432 mil votos no Estado, foi à TV: 'Minas nunca me faltou'. Era uma outra maneira de dizer que o mineiro tinha a obrigação de votar nele. Fechadas as urnas, seus correligionários continuavam a verbalizar sua indignação com um eleitor incapaz de enxergar em Aécio a síntese de Juscelino Kubitschek e Tancredo Neves.
Se Pimentel usasse o discurso 'votou em mim agora tem que votar nela' destoaria do mote 'Minas não tem rei, imperador ou dono' com que tocou a campanha. Fechadas as urnas disse que participaria ativamente do segundo turno mas não na condição de governador eleito. Ainda era grande a possibilidade de vir a coabitar com um presidente tucano.
Blindou o norte do Estado e o triângulo mineiro, redutos petistas, e trabalhou para diminuir a diferença na região metropolitana de Belo Horizonte e no sul do Estado que exporta o sotaque para os paulistas da divisa. Depois de ter sido eleito no primeiro turno com 532 mil votos a mais que Dilma no Estado, Pimentel acabaria por levar a presidente a ultrapassar em mais de um milhão sua votação e em 550 mil a de Aécio.
Seu eleitor, diz, optou pela troca de modelo em Minas e por mudanças por dentro do modelo dilmista.
Poucos têm tanta condição de saber se Dilma está sendo sincera ao dizer que quer ser "uma pessoa ainda melhor do que tem se esforçado por ser". Ao telefone, convence que acredita nisso.
Ao seu mais antigo amigo petista, Dilma aparece como determinada a reconquistar a confiança do mercado. Deu-se conta de que não pode prescindir de capital privado se quiser reerguer a infraestrutura. Junto com a posse virá um modelo que ofereça garantias suficientes para o mercado de capitais acolher papeis lastreados em concessões públicas. O ministro da Fazenda seria um avalista desta confiança.
Pimentel terá seu próprio laboratório para experimentos nas relações com o mercado. Enquanto os tucanos colocaram na berlinda a gestão petista da maior estatal brasileira, sua campanha colocou na roda a administração tucana da maior empresa pública mineira.
A Cemig, que o mercado considera uma das jóias do setor elétrico, remunera seus acionistas com uma tarifa recorde de energia. O mercado se agitou e ele veio a público reafirmar que as mudanças virão da prestação de serviços e da redução da alíquota do ICMS sobre a energia, a mais alta praticada no país.
Pimentel terá quatro anos para fazê-lo, mas já foi muito além dos correligionários paulistas. Do outro lado da Mantiqueira o partido foi incapaz de tornar a gestão da Sabesp uma questão de interesse do eleitor tanto no primeiro quanto no segundo turno e, não apenas por isso, somar ao inédito feito de quatro mandatos nacionais consecutivos a pior votação em seu berço político.
Discursos
Discurso de vitória no mesmo dia da eleição é coisa recente. Data da votação eletrônica que apressou os resultados. Na sua primeira eleição, Fernando Henrique Cardoso saiu de sua seção eleitoral direto para o aeroporto e só se pronunciou três dias depois quando proclamado o resultado.
Oito anos depois, com a eleição já informatizada, Lula falou na sede do comitê de campanha em São Paulo de improviso e sem aparato. Fez agradecimentos, citou José Serra, seu adversário, elogiou José Genoíno, petista derrotado em São Paulo, e retomou o discurso da esperança que venceu o medo.
Quatro anos depois, reeleito, foi parar num palanque na Avenida Paulista. O mensalão rifou do discurso os companheiros petistas. Ladeou-se de seus novos aliados pemedebistas e, sempre no improviso, agregou pobres x ricos, corrupção e reforma política.
Em quatro anos surgiram duas Dilmas matematicamente eleitas. Ainda que lidos, os primeiros discursos marcam a temperatura do primeiro balanço das campanhas, do que veio e do que está por vir.
Quatro anos depois desapareceu a primeira mulher eleita presidente. A miséria, citada três vezes em 2010, desta vez foi omitida. Também sumiu a igualdade. Em seu lugar entraram corrupção e reforma política, ambas agraciadas com três menções. Mudança e diálogo ocuparam o panteão dilmista com cinco ocorrências.
Em 2010, a presidente eleita chorou ao falar de Lula, que ficou no Alvorada para não ofuscá-la. Desta vez, Lula estava ao seu lado. E ela o mencionou duas vezes sem se emocionar.
Maria Cristina Fernandes é editora de Política. Escreve às sextas-feiras
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